" Na hora de adoçar a sobremesa ou o cafezinho, nem sempre é fácil escolher o tipo certo de adoçante a ser utilizado. Alguns perdem o poder de adoçar quando são levados ao fogo, enquanto outros, embora menos calóricos que o açúcar, podem ter efeito indesejado e elevar a glicemia. Para guiar o diabético na escolha do produto mais adequado a seu gosto e perfil, a nutricionista Marina Munhoz da Rocha, do Centro de Diabetes de Curitiba (CDC), dá algumas dicas.

      A sacarina, adoçante artificial mais antigo no mercado, é totalmente sintético, não calórico e não eleva a glicemia. Pode ser utilizado para a preparação de doces que vão ao fogo porque não perde suas propriedades de adoçante. Sua desvantagem é o gosto residual amargo que aumenta quanto maior for a quantidade de adoçante utilizada. Geralmente, a sacarina é comercializada em associação com        o ciclamato, também de origem sintética, apropriado igualmente para culinária. Adoça trinta vezes mais que o açúcar mas, apesar disso, não é calórico, podendo ser utilizado pelo diabético. Por ter sódio em sua composição, o ciclamato não é indicado para portadores de hipertensão, porque pode elevar a pressão arterial.

          O aspartame, composto por dois aminoácidos naturais, teve seu uso questionado durante algum tempo por causa de informações de autoria desconhecida veiculadas pela Internet, que acusavam o produto de ser cancerígeno. Segundo Marina, nenhum estudo científico comprovou essa teoria e, portanto, o aspartame é livremente indicado até mesmo para gestantes. Adoçando 200 vezes mais que o açúcar, o aspartame não é apropriado para culinária porque perde seu poder quando aquecido. Sua principal vantagem é não apresentar sabor residual.

        O steviosídeo é um adoçante natural, extraído de plantas. Adoça 300 vezes mais que o açúcar. Tem sabor residual e não perde as propriedades quando aquecido. Geralmente é produzido em associação com o ciclamato.

          O acessulfame k, utilizado em produtos industrializados como os refrigerantes dietéticos, tem leve sabor residual. Bastante popular na Europa e nos Estados Unidos, o produto vem associado ao aspartame, adoça 200 vezes mais que o açúcar e não perde seu poder quando levado ao fogo.

          A sucralose, outro produto sintético, adoça 600 vezes mais que o açúcar, não tem sabor residual e não afeta a glicemia. Já a frutose, extraída das frutas, adoça 300 vezes mais que o açúcar, pode ser utilizada em culinária, sendo o único adoçante que consegue produzir calda de doce, mas afeta a glicemia. Por isso, Marina alerta que, se for usar a frutose, o diabético deve compensar eliminando de sua refeição algum outro alimento calórico, como o pão, por exemplo."

         Inverno é a estação das frutas cítricas.
      Elas ajudam no controle do peso e aumentam a imunidade do organismo.
Fonte: Portal Fator Brasil
       Durante o inverno as temperaturas baixam, nosso corpo sente mais frio e, consequentemente, aumenta o nosso apetite. “Com o frio mais intenso precisamos de mais energia para nos manter aquecidos e, por isso, procuramos alimentos mais calóricos”, explica a nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Marina Munhoz da Rocha Balzer.

 

         No inverno, as frutas podem se tornar fortes aliadas, pois ajudam a evitar o ganho de peso, aumentam a resistência do organismo e previnem doenças respiratórias comuns da estação. De acordo com a nutricionista, as frutas da época, principalmente as cítricas: ponkan, laranja, acerola e kiwi são fontes de vitamina C. “Esta vitamina faz aumentar a imunidade, previne infecções, gripes e resfriados, além de saciar a fome”, ressalta Marina Balzer. Ela explica que a laranja e a poncã possuem fibras que regulamentam o metabolismo e a digestão.

 

        Segundo a nutricionista, as frutas devem ser ingeridas pelo menos três vezes ao dia e sem esquecer de variar. Entretanto, mesmo que as frutas tenham menos calorias, devem ser consumidas sem exageros. “Se ingeridas em excesso também podem levar ao ganho de peso, exceto o limão que não tem calorias e é rico em vitamina C”, orienta.

 

       Para Marina Balzer é também importante manter o controle na hora de se alimentar, para que os quilinhos indesejados não apareçam. “No inverno não temos o estímulo de usar roupas que mostrem o corpo, com isso, esquecemos um pouco da estética e podemos engordar”, esclarece.

 

     Além disso, outras doenças podem ser ocasionadas pela má alimentação, como a obesidade, o colesterol elevado, a hipertensão, a gastrite e o diabetes, que podem ter relação com fatores hormonais ou genéticos. “O consumo de alimentos, como chocolates, cremes, frituras, carnes, massas e molhos com excesso de gordura deve ser controlado”, orienta e dá a dica: “para comer melhor, o que não pode faltar no cardápio são as frutas e verduras. As verduras podem ser preparadas tanto cozidas, refogadas ou nas sopas.”

       Quando se sai da rotina, seja por conta de merecidas férias ou de uma viagem de negócios, uma das coisas que dificilmente conseguimos manter é a dieta. Um prato típico irresistível já é motivo de sobra para deixarmos a dieta de lado. Entretanto, sempre é hora de retomar a boa alimentação, lembrando que ela deve estar atrelada à prática de exercícios físicos.
       "A maneira correta é diminuir a ingestão de calorias e gorduras e aumentar a queima calórica", afirma a Dra.

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       Marina Munhoz da Rocha Balzer, do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. "Todo o processo de retomada da dieta requer muito esforço e determinação, visto que a pessoa deverá recomeçar o caminho já anteriormente percorrido. Tão importante quanto a perda de peso é a manutenção do peso corporal", completa a nutricionista Leila Kassab do HCor - Hospital do Coração.
      Dra. Marina acredita que o grande erro cometido pelas mulheres na hora de retomar uma dieta é ficar com aquele imenso sentimento de culpa por ter ingerido algo a mais. "Existem pessoas que só porque comeram um bombom, acham que ‘acabaram’ com a dieta e a retomam somente na próxima segunda-feira", lembra.

     "A ansiedade em obter resultados imediatos leva muitas pessoas a buscarem as chamadas dietas da moda com seus resultados ‘milagrosos’. Porém, a maioria desses procedimentos são desbalanceados do ponto de vista nutricional e podem gerar distúrbios sérios à saúde", alerta Dra. Leila.

      "Geralmente, após atingir seu objetivo, a mulher para de fazer a dieta e retorna aos antigos hábitos alimentares, ganhando novamente peso e reiniciando o regime para perder os quilos a mais, entrando assim no chamado ‘efeito sanfona’, tão prejudicial a saúde", lamenta a especialista do Hospital do Coração.

       A nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba faz questão de acalmar as vilamigas dizendo que, mesmo quem precisa emagrecer, pode comer um pedaço de algum doce uma vez por semana ou um churrasco no final de semana. "Basta retomar o tratamento na refeição seguinte", sugere. "Não precisa deixar de comer certos alimentos para emagrecer (pães, massas, doces). Diminuir o volume já reflete em emagrecimento", completa.

        Essas dicas são ideais para quem segue uma dieta rotineira. Para as mulheres que regulam a alimentação somente durante a semana, uma pausa curta ou longa não deve provocar muitas alterações, isso porque, segundo a da Dra. Marina, esse procedimento desregula o metabolismo.
      "Quem precisa emagrecer e não cuida regularmente do que come, somente mantém o peso. Além de que o corpo ‘se confunde’, não encontra um ponto de referência e perde o ritmo de queima calórica", esclarece Dra. Marina.

Como retomar o tratamento?



Dicas da Nutricionista Marina Munhoz da Rocha Balzer



 

Entrevista

Nutricionista Marina 

Frutas e Almentação infantil



 



Como fica a alimentação no carnaval?

Caia na folia sem prejudicar a saúde  
Geral
Qui, 24 de Fevereiro de 2011 15:59
      O carnaval neste ano será comemorado no dia 8 de março, e os foliões já estão em contagem regressiva para a festa mais animada do Brasil. Para aproveitar os dias de diversão são necessários alguns cuidados, principalmente com a saúde, para não estragar a festa e a alegria.

 

      Para aqueles que gostam de pular o carnaval nas ruas, nos salões, sambódromo ou ir atrás de um trio elétrico, precisam de uma alimentação diferenciada nessa época. “Alimentos ricos em carboidratos, como por exemplo, massas, cereais, frutas e pães devem ser consumidos, pois fornecem bastante energia. Levar um lanchinho extra também ajuda a manter o pique”, orienta a nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Marina Munhoz da Rocha Balzer.

      Antes de sair para a folia, a nutricionista explica que o ideal é fazer um lanche moderado e evitar os alimentos ricos em gorduras. “Frituras, chocolates, salgadinhos prejudicam a digestão e sobrecarregam o funcionamento do fígado”, frisa. Já as proteínas são boas escolhas e evitam o aumento de peso. “Não esqueça de se alimentar. Leve barrinhas de cereais, frutas secas ou suco de frutas de caixinha. Esses alimentos são uma boa fonte de glicose e fornecem energia”.

 

     A diversão também depende de muita hidratação. “Deve-se ingerir pelo menos 500 ml a cada uma hora de folia de água ou suco de frutas. Se possível, repor perda de sódio e potássio ingerindo água de coco”, salienta a Dra. Marina.

       As bebidas alcoólicas também causam mal-estar, principalmente em excesso. Quando ingerido em jejum, age mais rapidamente no organismo, causando desmaios, vômitos e uma enorme dor de cabeça no dia seguinte. “Até duas doses por noite, seria considerada uma dosagem segura, mas não para dirigir”, alerta.

 

 Fique atento aos sintomas da desidratação, são eles: perda da coordenação motora, secura na boca, náusea, tontura, confusão mental, dores musculares, dor de cabeça, sensação de cansaço, palidez e baixa pressão arterial. “Se fica desidratado, deve-se ingerir muito líquido e, em casos mais extremos, a pessoa deverá ser encaminhada ao pronto-socorro mais próximo”, enfatiza a nutricionista.

 

          Mas não é só com a desidratação e o álcool que os foliões devem se preocupar. A Dra. Marina explica que as roupas não adequadas também podem prejudicar os foliões. “As roupas que não permitem a pessoa suar e as fantasias de tecido sintético, "seguram" a transpiração, causando incômodo e calor”, explica. Além dessas precauções, o folião deve usar roupa leve, calçado confortável para evitar a carga nas articulações, maquiagem antialérgica e filtro solar.

        O diabetes é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a terceira causa de morte no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares e do câncer. Aproximadamente 180 milhões de pessoas possuem diabetes em todo o mundo e esse número pode dobrar até 2025. Ainda de acordo com a OMS, são quatro milhões de novos pacientes por ano.
         Para conscientizar sobre o problema, o Dia Nacional do Diabetes é lembrado nesta semana. “Embora seja uma doença grave, o diabético pode ter uma vida normal, desde que tenha disciplina e aceite à doença”, explica a nutricionista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Marina Munhoz da Rocha Balzer.
         Para a especialista, conviver bem com o diabetes também requer ajuda de uma equipe multiprofissional de saúde e ficar atento aos alimentos. “Nem todos os produtos diet são indicados para quem tem a doença, pois podem conter mais gorduras, calorias e até carboidratos (que se transformam em açúcares) do que os produtos normais. Qualquer produto diet ou não deve ser ingerido com moderação”, alerta a nutricionista.
         A especialista explica que se deve ter cuidado não apenas com a ingestão do açúcar, mas também com o carboidrato. “Se as frutas, pães, bolachas, amidos (arroz e batata) forem ingeridos sem controle, pode ocorrer aumento da glicemia”, ressalta. Dra. Marina lembra que o grande vilão dos doces é o excesso de gorduras e calorias, “por isso, eles deve ser controlados na rotina alimentar”.
         Uma dica para uma alimentação saudável é substituir o açúcar por adoçantes e saber diferenciar os produtos diet e light. “Os alimentos diet devem ser consumidos com moderação, pois podem conter mais gorduras que os produtos tradicionais, já o light são menos calóricos e tem menos gorduras, porém os diabéticos devem ficar atentos aos carboidratos totais”, ensina a nutricionista.
           Na hora de preparar o cardápio deve-se priorizar os vegetais, que são ricos em fibras, pobres em carboidratos e oferecem grande saciedade ao paciente. Mas, sem esquecer a quantidade dos alimentos, um fator fundamental para controlar a doença. “Cada pessoa tem uma quantidade específica a ser ingerida, variando de acordo com a atividade física, idade e altura, por exemplo,” esclarece à especialista.
          As frutas também são grandes aliadas dos diabéticos, porém devem ser consumidas apenas quatro porções ao dia, pois há uma quantidade significativa de carboidratos nesses alimentos. Já os sucos de frutas devem ser substituídos pela fruta inteira (com as fibras). “Os sucos de frutas contém grande quantidade de carboidratos e em alta concentração, sendo necessário o controle da quantidade ingerida”, explica.

Como conviver com o Diabetes ?